Por que alocar por FIFO custa dinheiro

Por que alocar por FIFO custa dinheiro

Tempo de leitura: 5 minutos · Público: CFO, Controller, Diretor Financeiro


Ninguém reclama do FIFO. Esse é o problema.

Quem pediu primeiro, recebe primeiro. É a regra mais antiga da alocação de estoque — e provavelmente a mais usada nas indústrias brasileiras. Justa, simples, transparente. Ninguém questiona.

E esse é exatamente o problema: ninguém questiona.

Porque se alguém perguntasse “quanto essa regra está custando para o caixa da empresa?”, a conversa seria muito diferente.

Você sabe quem recebeu produto ontem?

Faça um teste simples. Pegue os últimos 100 pedidos que sua empresa atendeu e olhe duas colunas: a data em que o pedido entrou e o prazo de pagamento.

Se a sua empresa aloca por FIFO, a primeira coluna define tudo. A segunda é ignorada.

Agora observe o que isso significa na prática: o pedido do cliente que paga em 90 dias foi atendido antes do cliente que pagaria em 7 dias — simplesmente porque chegou dois dias antes no sistema. A empresa entregou produto, mas adiou o recebimento de caixa em 83 dias. Sem saber. Sem medir. Sem que ninguém tenha tomado essa decisão conscientemente.

Multiplique isso por 300, 500, 1.000 pedidos por ciclo. Quanto caixa ficou na mesa?

O número que ninguém mede

Fizemos uma simulação com dados reais de uma indústria mid-market. Os parâmetros:

  • 500 pedidos em carteira
  • R$ 2 milhões em saldo para alocação
  • Capacidade de atendimento: 60%
  • Prazos de pagamento variando de 7 a 90 dias

Alocando por FIFO, o prazo médio de recebimento ficou em 42 dias. Alocando de forma otimizada, caiu para 24 dias.

18 dias de caixa antecipado. Em uma única rodada.

Traduzindo: entre R$ 200 mil e R$ 400 mil em valor financeiro que a empresa poderia ter recebido antes — e não recebeu. Não por incompetência. Não por erro. Mas porque ninguém olhou.

Agora pergunte ao seu time de Supply Chain: “vocês medem o impacto financeiro da alocação?” Se a resposta for silêncio, o custo está lá — escondido dentro da regra que ninguém questiona.

O problema não é o FIFO. É a cegueira.

FIFO não é uma regra ruim. É uma regra cega. Ela trata todos os pedidos como iguais — e eles não são. Um pedido de 7 dias e um pedido de 90 dias têm impacto radicalmente diferente no caixa da empresa. Mas para o FIFO, a única coisa que importa é quem chegou primeiro.

É como se o CFO pedisse para o Supply Chain otimizar o fluxo de caixa e o Supply Chain respondesse: “não posso, o sistema atende por ordem de chegada.” A alocação de estoque — que deveria ser uma decisão financeira — virou uma regra administrativa que ninguém controla.

E o mais revelador: a maioria das empresas nunca comparou o resultado do FIFO com qualquer alternativa. Não porque não queiram — mas porque nunca tiveram como comparar.

Três perguntas que o CFO deveria fazer amanhã

Se você é responsável pelo financeiro da empresa, há três perguntas que provavelmente nunca chegaram à sua mesa — porque a alocação de estoque sempre foi tratada como problema operacional:

1. Quantos dias de caixa estamos deixando na mesa por ciclo de alocação?
Se ninguém sabe responder, o custo está lá. A ordem de chegada pode estar adiando recebimentos em semanas.

2. Qual o prazo médio de pagamento dos pedidos que foram atendidos — versus os que ficaram de fora?
Se os pedidos atendidos têm prazo médio maior que os não atendidos, a empresa está priorizando caixa lento sobre caixa rápido.

3. Existe alguma visibilidade sobre o impacto financeiro antes da decisão de alocação?
Se a resposta é “não”, a empresa está tomando decisões financeiras no escuro — sem saber e sem medir.

Essas três perguntas são suficientes para descobrir se a alocação por FIFO está custando dinheiro. E na maioria dos casos, a resposta é sim.

FIFO gera caixa por acaso. A pergunta é: você pode se dar a esse luxo?

Quando o caixa está folgado, ninguém nota a diferença. Mas quando o fluxo aperta — investimento planejado, sazonalidade, crédito restrito — cada dia de antecipação de recebimento conta. E é exatamente nesse momento que a regra do “quem pediu primeiro” se torna cara.

A questão não é se FIFO funciona. Funciona. A questão é: quanto você está pagando por essa simplicidade sem saber?

Existem formas de alocar estoque que consideram o impacto financeiro da decisão — sem abandonar a justiça nem a transparência. Formas que permitem comparar cenários antes de decidir, com cada decisão auditável.

Se sua empresa tem mais de 200 pedidos por ciclo e diversidade de prazos de pagamento, o impacto é mensurável em R$. E provavelmente maior do que você imagina.


Quer saber quanto caixa a sua alocação está deixando na mesa? Veja como medir →


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